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Histórias da Freguesia
Apontamentos da cronologia (2)
Em 1758 a freguesia tinha 4353 habitantes. A demolição das portas e da muralha no Largo do Chafariz de Dentro ocorreu em 1765.
Entre 1765 e 1768, tem lugar a construção do Celeiro Público pombalino, com cais próprio, no sítio do Terreiro do Trigo, mais tarde designado Mercado Central de Produtos Agrícolas e posteriormente desactivado para a instalação dos serviços alfandegários.
Foi concluído em 1773 o restauro da fachada da Igreja de Santo Estêvão e foi feita a remodelação interior com decorações e pinturas.
Em 1775, para que passasse a zorra com a estátua equestre de D. José I, da Fundição de Cima (Santa Clara) para a Praça do Comércio, foram demolidas as Portas da Cruz (da muralha fernandina) e foi aberta a Rua Nova, hoje Rua do Museu da Artilharia.
Em 1833 o bairro de Alfama é um dos 4 distritos administrativos da cidade, com 12 freguesias, situação que se mantém até 1867.
De 1833 a 1848 a Igreja de Santo Estêvão voltou a ser restaurada e a Paróquia foi instalada provisoriamente na Capela dos Remédios.
Em 1834, foi transferido o Convento do Salvador para a Fazenda Nacional, mantendo-se ocupado até à morte da última freira, em 1884.
Nos anos 1850 a 1900 surge a ideia de demolição de Alfama, para construção de um novo bairro mais higiénico, suscitando reacção dos olisipógrafos a favor da recuperação.
(Seguindo o volume dedicado à Freguesia de Santo Estêvão na colecção «Guias Contexto», publicado em 1992, da autoria de Maria Calado e Vítor Matias Ferreira)