Pretextos falsos? Mãos à obra! |
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| Maria de Lurdes Pinheiro Presidente da Junta de Freguesia de Santo Estêvão |
Mesmo escrevendo antes de 5 de Junho, não se pode deixar de assinalar a importância de os eleitores, com os condicionalismos conhecidos, serem chamados a eleger uma nova Assembleia da República. Com a difícil situação do País e com milhões de portugueses vivendo grandes dificuldades, as eleições seriam boa ocasião para uma análise séria e profunda das causas e uma verdadeira correcção do rumo do País. Mas, antes das eleições, o Governo, o PS, o PSD e o CDS-PP assumiram como programa comum aquilo que o poder da alta finança determinou, por via do FMI, da União Europeia e do Banco Central Europeu. Desta forma, os partidos que têm estado no poder durante os últimos 35 anos voltaram a defender como solução para os problemas uma via que é apenas a continuação (e o agravamento) da política que gerou esses problemas. Aceitaram como inevitável a linha que consta no «acordo» com a troika estrangeira e assim escusaram-se a discutir o que realmente seria do interesse da grande maioria dos portugueses. Um acto de submissão que fez revirar na cova os Restauradores de 1640 serviu para aliviar responsabilidades: «Não podia ser de outra maneira, a troika quis assim»...
A 26 de Maio começou na Câmara de Lisboa mais uma «reestruturação». Ainda a cidade não se recompôs do abalo do PSD e de Santana Lopes, com uma reestruturação que virou de pantanas os serviços municipais, vem agora novo terramoto, desta vez ameaçando mexer também nas freguesias. Os mentores destas mudanças (o presidente e os vereadores da maioria, o PS e o PSD) não mostraram estudos, fundamentos, soluções experimentadas. Mostraram, isso sim, incapacidade para responderem aos problemas de Lisboa e aos justos anseios de quem cá vive. E decidiram... reestruturar!
Perante desculpas de mau pagador, resta-nos a todos dissipar ilusões e continuar o trabalho diário e persistente que conduz a uma verdadeira solução.