Negativa na avaliação do trabalho da CML

Em intervenção na Assembleia Municipal para apreciar o Relatório de Actividade e de Gestão de 2009 da Câmara Municipal de Lisboa, a presidente da Junta de Freguesia de Santo Estevão sublinhou que «foi mais um ano em que pouco ou nada foi feito ou investido na freguesia, tal como no nosso bairro de Alfama».

Na sessão realizada no dia 25 de Maio, Maria de Lurdes Pinheiro frisou que embora tenham havido muitos projectos, «acções concretas foram poucas e, nalguns casos, nenhumas, o que leva a concluir que «a intervenção concreta, em especial na área da reabilitação, foi zero», nalguns casos parada mesmo desdo de 2001.

Exemplo disto mesmo, insistiu, são o Convento do Salvador, onde está sediado o Centro Cultural Dr. Magalhães de Lima, colectividade que organiza a Marcha de Alfama; da Fonte das Almas, as Escadinhas de Santo Estêvão, que apesar das promessas não sofreu qualquer recuperação; as obras nos prédios que ainda são municipais (como acontece na Rua Guilherme Braga, na Calçada do Tijolo ou na Rua dos Remédios) e nos que passaram para a EPUL (como no Beco da Lapa, na Calçada e nas Escadinhas de Santo Estêvão) edifícios, onde foram colocados cartazes a informar que o projecto estava em apreciação, mas que, três anos depois, ainda não beneficiaram de qualquer intervenção; ou os edifícios privados com andaimes há mais de 20 anos (na Rua Guilherme Braga) ou apenas emparedados (no Beco da Lapa, na Rua do Jardim do Tabaco).

Acresce que a freguesia continua à espera da decisão de construir a nova Creche de Alfama e de um local para prática desportiva. Para mais, não consta do Relatório « nada de substancial para responder à crescente degradação do espaço público» que, na freguesia de Santo Estevão, é particularmente evidente no troço da Av. Infante D. Henrique, na Rua Cais da Lingueta, na Rua Cais de Santarém e na Rua da Alfândega, disse ainda a presidente.

Razões de sobra

Quanto ao trânsito, o caos que se verifica na cidade também afecta a nossa freguesia, prosseguiu Maria de Lurdes Pinheiro. «A situação piorou muito com as alterações na ligação entre a baixa e a Praça do Comércio, passando todo o tráfego para o Campo das Cebolas, a Rua Cais de Santarém e a Rua da Alfândega. Há momentos do dia em que, para se fazer um pequeno percurso, demora-se horas, o trânsito acumula-se nestas ruas, com filas de autocarros da Carris e de turismo, e com os automóveis que não têm alternativa».

«Desde o primeiro momento, alertámos para problemas que ainda hoje persistem, apesar de os sucessivos presidentes e vereadores reconhecerem a nossa razão e apesar de vários responsáveis dos serviços partilharem as nossas preocupações. Falta fiscalização, faltam alternativas para estacionamento de moradores, faltam respostas em relação à intervenção no espaço público, falta afixar mais informação a indicar a localização próxima de parques de estacionamento.

«Os problemas do estacionamento agravaram-se em 2010 com as obras da Simtejo, na Rua do Terreiro do Trigo, que estiveram paradas, com os prazos de execução ultrapassados e sem fim à vista.

«A limpeza do espaço público, não está melhor, tomaram-se boas medidas para o nosso bairro, mas a cidade no geral, está mal, há lixeiras em muitas ruas e mau cheiro das sarjetas.

«Os problemas de iluminação pública, também não estão melhores, há ruas na cidade que estão muito tempo com candeeiros às escuras.

«E claro que se agrava os problemas de segurança na cidade, ruas escuras, buracos, aumento de insegurança.

«Fazemos votos, que em 2010 se concretize mais obras na nossa freguesia», concluiu a presidente.